Vacina da gripe: importância da imunização anual para prevenir casos graves

Professor de Biomedicina explica como vacinas atuam no organismo e por que a proteção deve ser mantida ao longo da vida

Por GABRIELLA PEREIRA
4 Min

Divulgação

A vacinação contra a gripe segue como uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública, especialmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios. No Rio de Janeiro, dados recentes da Secretaria de Estado de Saúde indicam que, em 2025, apenas 40,55% do público-alvo foi vacinado contra a influenza, índice bem abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. No mesmo período, o estado registrou 20.460 internações e 1.654 mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
As vacinas seguem como uma das principais ferramentas de prevenção em saúde pública. “A principal função das vacinas é estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos e células de memória contra agentes patogênicos. Elas reduzem a transmissão, previnem surtos e mortes e ainda contribuem para a imunidade coletiva”, explica César Carriço, professor de Biomedicina do IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima.
No caso da gripe, a vacinação precisa ser atualizada anualmente. Isso acontece porque o vírus sofre mutações frequentes, o que exige uma adaptação constante da proteção. “A imunidade pode diminuir com o tempo e novos agentes infecciosos podem surgir. As doses de reforço ajudam a reativar a memória imunológica, elevando os níveis de anticorpos e garantindo uma proteção mais duradoura”, afirma o professor.
Segundo ele, esse mecanismo faz com que o organismo reaja de forma mais rápida em caso de contato com o vírus. Mesmo quando a infecção acontece, a tendência é que o quadro seja mais leve. “O sistema imunológico reconhece o agente infeccioso e ativa uma resposta eficaz, podendo neutralizá-lo ou reduzir a gravidade da doença”, destaca.
A importância da vacinação também vai além da proteção individual. Quando mais pessoas estão imunizadas, a circulação do vírus diminui, reduzindo o risco de surtos e protegendo quem não pode se vacinar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as vacinas são responsáveis por evitar entre 3,5 e 5 milhões de mortes por ano no mundo.
Apesar disso, a baixa adesão ainda preocupa e ajuda a explicar o cenário observado no estado. A redução na cobertura vacinal pode favorecer o retorno de doenças já controladas. “A queda na cobertura vacinal pode levar ao retorno de doenças já controladas, como o sarampo, além de desencadear surtos em diferentes níveis devido à perda da imunidade coletiva”, alerta Carriço.
Outro ponto destacado pelo professor é que a resposta às vacinas não é igual em todas as fases da vida. Crianças ainda estão em desenvolvimento imunológico, adultos tendem a apresentar respostas mais eficientes, enquanto idosos podem ter redução dessa resposta ao longo do tempo, o que reforça a importância da vacinação contínua.
A desinformação segue como um dos principais desafios da saúde pública. “Muitos mitos sem base científica comprometem a imunidade coletiva e favorecem o ressurgimento de doenças previamente controladas”, conclui o professor.  

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): GABRIELLA MARIANA MARTINS PEREIRA
gabriellapereira@textual.com.br