07/03/2024 às 08h52min - Atualizada em 07/03/2024 às 08h52min

A cada 24 horas, ao menos oito mulheres são vítimas de violência

Relatório da Rede de Observatórios da Segurança contabiliza casos de 2023, registrados em oito estados brasileiros. Em relação ao feminicídio, foram 586 casos, um a cada 15 horas.

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Ex.Saúde, Presidente, Governo

No ano de 2023, ao menos oito mulheres foram vítimas de violência doméstica a cada 24 horas. Os dados referem-se a oito dos nove estados monitorados pela Rede de Observatórios da Segurança (BA, CE, MA, PA, PE, PI, RJ, SP).

A informação consta do novo boletim Elas Vivem: Liberdade de Ser e Viver, divulgado nesta quinta-feira (7). Ao todo, foram registradas 3.181 mulheres vítimas de violência, representando um aumento de 22,04% em relação a 2022, quando Pará e Amazonas ainda não faziam parte deste monitoramento.

Ameaças, agressões, torturas, ofensas, assédio, feminicídio. São inúmeras as violências sofridas que não começam ou se esgotam nas mortes registradas. Os dados monitorados apontaram 586 vítimas de feminicídios. Isso significa dizer que, a cada 15 horas, uma mulher morreu em razão do gênero, majoritariamente pelas mãos de parceiros ou ex-parceiros (72,7%), que usaram armas brancas (em 38,12% dos casos), ou por armas de fogo (23,75%).  

“A mobilização contra o feminicídio e outras formas de violência salva vidas. Nós já perdemos mulheres demais, e ainda perderemos. É a denúncia incansável que preservará a vida de tantas outras”, disse a jornalista Isabela Reis, que assina o principal texto desta edição do relatório.

O novo boletim ampliou a área de monitoramento. Pela primeira vez, o Pará está entre as regiões mapeadas, ocupando a quinta posição no ranking entre os oito estados com 224 eventos de violência contra mulheres. No contexto da Região Amazônica, estão as desigualdades sociais e o garimpo, que agravam essas dinâmicas violentas, segundo o relatório.

Na comparação com 2022, os dados mostram São Paulo como o único estado a ultrapassar mil eventos de violência – alta de 20,38% (de 898 para 1.081). Em seguida vem o Rio de Janeiro, que registrou 13,94% (de 545 para 621) a mais que no ano anterior. Já o Piauí, embora registre menos casos em números absolutos, é o estado que registrou a maior taxa de crescimento: quase 80% de alta em um ano (de 113 para 202).

Também no Nordeste, com 319 casos de violência, Pernambuco registrou 92 feminicídios. A Bahia lidera em número de morte de mulheres (199), o Ceará é o estado com maior registro de transfeminicídios (7) e o Maranhão lidera os crimes de violência sexual/estupro (40 ocorrências).

Os dados são produzidos a partir de um monitoramento diário do que circula nas mídias sobre violência e segurança. As informações coletadas de diferentes fontes são confrontadas e registradas em um banco de dados que posteriormente é revisado e consolidado.

O monitoramento da Rede de Observatórios permite que crimes que têm evidências mas não são tipificados pela polícia, como violência contra mulheres (lesão corporal, ameaças e outros), possam ser nomeados corretamente. Dessa forma, é possível reduzir a subnotificação comum a esses casos e produzir análises mais seguras sobre o que ocorre na realidade, complementando e enriquecendo os dados oficiais.

Edição: Denise Griesinger

Conteúdos extras dos outros veículos de comunicação da EBC para lhe informar mais

Narges Mohammadi, Nobel da Paz em 2023, luta pelos direitos humanos no país. Ela está detida atualmente e sofre represálias há mais de 14 anos.

As apostas podem ser feitas até as 19h, no horário de Brasília, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

Elas questionam deterioração da segurança no país. Presidente defende reformas e alega que elas buscam beneficiar os mais pobres.

Para o professor Leonardo Dias Alves, da UnB, caminho para relações de trabalho justas e antirracistas passaria por transformação social profunda, com mudança de consciência coletiva.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o tiroteio ocorreu por volta das 4h20, na Avenida Brasil, zona oeste do Rio, Os homens feridos são suspeitos de integrar uma milícia.

 

Na avaliação de professores ouvidos pela Agência Brasil, deterioração da imagem é provocada por investigações inéditas e prisões de militares de altas patentes.

A Rádio Nacional transmite ao vivo o confronto entre o Netuno e o Cruzmaltino de São Januário a partir das 20h (horário de Brasília) desta quinta-feira (7).

Novo museu do Jardim Botânico do Rio de Janeiro reforça o lema da instituição: “Muito mais que um jardim: ciência, ensino e história”, diz o presidente Sérgio Besserman.

Relatório da Rede de Observatórios da Segurança contabiliza casos de 2023, registrados em oito estados brasileiros. Em relação ao feminicídio, foram 586 casos, um a cada 15 horas.

O triunfo de 2 a 1 deixou o Glorioso de General Severiano perto da fase de grupos da Libertadores. As equipes voltam a medir forças na próxima quarta-feira.

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class="small mt-2 mb-0" class="alt-font font-italic my-2 small text-info" class="mb-4 mt-0 small" class="p-2 m-0 text-center"Ex.Saúde, Presidente, Governo No ano de 2023, ao menos oito mulheres foram vítimas de violência doméstica a cada 24 horas. Os dados referem-se a oito dos nove estados monitorados pela Rede de Observatórios da Segurança (BA, CE, MA, PA, PE, PI, RJ, SP).A informação consta do novo boletim Elas Vivem: Liberdade de Ser e Viver, divulgado nesta quinta-feira (7). Ao todo, foram registradas 3.181 mulheres vítimas de violência, representando um aumento de 22,04% em relação a 2022, quando Pará e Amazonas ainda não faziam parte deste monitoramento.Ameaças, agressões, torturas, ofensas, assédio, feminicídio. São inúmeras as violências sofridas que não começam ou se esgotam nas mortes registradas. Os dados monitorados apontaram 586 vítimas de feminicídios. Isso significa dizer que, a cada 15 horas, uma mulher morreu em razão do gênero, majoritariamente pelas mãos de parceiros ou ex-parceiros (72,7%), que usaram armas brancas (em 38,12% dos casos), ou por armas de fogo (23,75%).  “A mobilização contra o feminicídio e outras formas de violência salva vidas. Nós já perdemos mulheres demais, e ainda perderemos. É a denúncia incansável que preservará a vida de tantas outras”, disse a jornalista Isabela Reis, que assina o principal texto desta edição do relatório.O novo boletim ampliou a área de monitoramento. Pela primeira vez, o Pará está entre as regiões mapeadas, ocupando a quinta posição no ranking entre os oito estados com 224 eventos de violência contra mulheres. No contexto da Região Amazônica, estão as desigualdades sociais e o garimpo, que agravam essas dinâmicas violentas, segundo o relatório.Na comparação com 2022, os dados mostram São Paulo como o único estado a ultrapassar mil eventos de violência – alta de 20,38% (de 898 para 1.081). Em seguida vem o Rio de Janeiro, que registrou 13,94% (de 545 para 621) a mais que no ano anterior. Já o Piauí, embora registre menos casos em números absolutos, é o estado que registrou a maior taxa de crescimento: quase 80% de alta em um ano (de 113 para 202).Também no Nordeste, com 319 casos de violência, Pernambuco registrou 92 feminicídios. A Bahia lidera em número de morte de mulheres (199), o Ceará é o estado com maior registro de transfeminicídios (7) e o Maranhão lidera os crimes de violência sexual/estupro (40 ocorrências).Os dados são produzidos a partir de um monitoramento diário do que circula nas mídias sobre violência e segurança. As informações coletadas de diferentes fontes são confrontadas e registradas em um banco de dados que posteriormente é revisado e consolidado.O monitoramento da Rede de Observatórios permite que crimes que têm evidências mas não são tipificados pela polícia, como violência contra mulheres (lesão corporal, ameaças e outros), possam ser nomeados corretamente. Dessa forma, é possível reduzir a subnotificação comum a esses casos e produzir análises mais seguras sobre o que ocorre na realidade, complementando e enriquecendo os dados oficiais. Edição: Denise Griesinger Conteúdos extras dos outros veículos de comunicação da EBC para lhe informar maisNarges Mohammadi, Nobel da Paz em 2023, luta pelos direitos humanos no país. Ela está detida atualmente e sofre represálias há mais de 14 anos.As apostas podem ser feitas até as 19h, no horário de Brasília, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.Elas questionam deterioração da segurança no país. Presidente defende reformas e alega que elas buscam beneficiar os mais pobres.Para o professor Leonardo Dias Alves, da UnB, caminho para relações de trabalho justas e antirracistas passaria por transformação social profunda, com mudança de consciência coletiva.De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o tiroteio ocorreu por volta das 4h20, na Avenida Brasil, zona oeste do Rio, Os homens feridos são suspeitos de integrar uma milícia. Na avaliação de professores ouvidos pela Agência Brasil, deterioração da imagem é provocada por investigações inéditas e prisões de militares de altas patentes.A Rádio Nacional transmite ao vivo o confronto entre o Netuno e o Cruzmaltino de São Januário a partir das 20h (horário de Brasília) desta quinta-feira (7).Novo museu do Jardim Botânico do Rio de Janeiro reforça o lema da instituição: “Muito mais que um jardim: ciência, ensino e história”, diz o presidente Sérgio Besserman.Relatório da Rede de Observatórios da Segurança contabiliza casos de 2023, registrados em oito estados brasileiros. Em relação ao feminicídio, foram 586 casos, um a cada 15 horas.O triunfo de 2 a 1 deixou o Glorioso de General Severiano perto da fase de grupos da Libertadores. As equipes voltam a medir forças na próxima quarta-feira.Conheça nossos aplicativos nas lojas online da iTunes e Google
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